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Modernidade fragmentada

Modernidade fragmentada e processos de transformações sociais

 

O interesse dessa linha de pesquisa recai sobre as condições e manifestações de processos atemporais e desiguais específicos da modernidade latino-americana.  Eles se manifestam, por um lado, em dinâmicas culturais complexas, em movimentos sociais de origem periódica e em processos de transformação tanto política quanto econômica; por outro, em tendências e capacidades de conservação e (re)encontro de tradições. A História e os estudos de Antropologia Cultural (com seus componentes etno-históricos e etnológicos), a Sociologia, as Ciências Políticas e a Economia (através de análises de transformações sociais, políticas e econômicas) e os estudos de Língua, Literatura e Cultura (através das tendências de análises textuais e de referências culturais) pesquisam a origem das relações de poder, as condições para o desenvolvimento ou estagnação e o significado do pluralismo jurídico e dos processos de violência.  No presente e nos próximos anos, três áreas de trabalho são relevantes a essas linhas de pesquisa: Processos de transformação na América Latina; Cultura política, esferas públicas e encenação; Conhecimento e poder - A importância dos intelectuais latino-americanos.

  1. Área de trabalho: Processos de transformação na América Latina

 

O objetivo de estudo dessa área de trabalho, fundamental para o ensino e para a pesquisa, é a análise da importância dos fatores que contribuíram para a formação de uma modernidade fragmentada: por um lado, a construção das colônias; por outro, o surgimento posterior de Estados, mais ou menos, independentes e de alcance político limitado. Para as sociedades latino-americanas, caracterizadas pela heterogeneidade de suas origens culturais, é válido pesquisar a importância da multiculturalidade, do amalgamento cultural e da formação de complexas esferas de interação, não apenas em macroprocessos, mas sobretudo, mediante pequenas unidades de análise. A constante transnacionalização e os novos campos de interação se expressam em processos complexos que já haviam sido investigados em diversos trabalhos de pesquisa e que serão, então, analisados de maneira transdisciplinar : na conquista e na repressão; nas inclusões focadas em determinados lugares, empresas e famílias em relações transfronteiriças; numa rápida urbanização cujos resultados são as maiores metrópoles do mundo com densa concentração populacional; nos permanentes processos migratórios dentro e fora dos estados que estão ligados à formação de espaços transnacionais multiculturais; ou nas diversas normas e concepções do direito que existem de forma paralela, ou em contraposição, e que se concentram nas relações especificas de grupo e gênero. A Antropologia Cultural e os estudos de Língua, Literatura e Cultura - do Brasil e da América hispânica - e as Ciências Sociais se ocupam da constante necessidade de processos interculturais de negociação, da produção correspondente à representação por meios da mídia e da (re)-construção de referências culturais. A partir da perspectiva econômica, questões importantes sobre as dinâmicas de acumulação, sobre os mecanismos de distribuição da riqueza social e sobre a estrutura dos sistemas de segurança social são levantadas.

2. Área de trabalho: cultura política, esferas públicas, encenação.

 

Como podem ser interpretadas as transformações políticas que, gerealmente, não passam de encenações variáveis? O interesse epistemológico se orienta a partir do entendimento de lógicas, de gramáticas de diversas culturas políticas e de sua importância para a democracia e representação ou para sua derrota. Seja a encenação das elites políticas, seja a persistência do populismo que vem de baixo e de cima; seja a contínua invenção de estilos neo-populistas, seja a criatividade do teatro político de rua e o carnaval como articulações criticas e variadas, bem como outras formas de expressão de movimentos sociais podem ser analisados precisamente através dos métodos teórico-discursivos e das ciências culturais, e além disso, através dos instrumentos clássicos das ciências sociais. Já existem resultados científicos relevantes sobre as encenações e ressonâncias do movimento Zapatista no México, assim como sobre o contexto da transformação da opinião pública e a democratização no Brasil. Questões sobre projetos futuros de pesquisa se referem a formas de representação e manifestação (como a importância específica do gênero da “cidadania” nas sociedades multi-étnicas e multiculturais); esforços pela democracia e a luta pela autonomia (que vem de cima e de baixo); a criação e destruição de lugares públicos e a importância do direito e constitucionalidade estatal ou das diferentes formas do direito, sua articulação e comunicação.    

3. Área de trabalho: Conhecimento e poder - A importância dos intelectuais latino-americanos.

 

As pesquisas dessa área de trabalho analisam diferentes aspectos. O primeiro é a reconstrução do desenvolvimento das disciplinas que na discussão sobre as sociedades latino-americanas traçam comparações com as sociedades européias. Já está planejado um projeto comparativo para a Sociologia no México (eventualmente também no Brasil), França e Alemanha em cooperação com a UNAM no México. O segundo é apontar a importância dos intelectuais e o poder deles em âmbito nacional e as conexões internacionais.  Os primeiros resultados sobre o México já são conhecidos. Está planejado um projeto de pesquisa junto com o Instituto Ibero-Americano sobre tecnocratas que atuam internacionalmente. O terceiro aspecto é o exercício do poder das elites tanto sobre o conhecimento quanto sobre os movimentos sociais. As organizações não-governamentais utilizam o conhecimento internacionalmente reconhecido e as experiências – assim como normas e direitos, por exemplo, os direitos humanos – para articular suas experiências em torno da violação de direitos e para legitimar o ato de falar sobre injustiça. Utilizando como exemplo discursos dos direitos das mulheres e as confrontações sociais a respeito das novas tecnologias de informação e comunicação (conceito chave: “communication Rights”), essa área temática tem sido trabalhada em cooperação com outras universidades e com o Instituto para  Pesquisa Ibero-Americana de Hamburgo. Atualmente, está sendo esboçado um projeto de pesquisa sobre o tema “Os direitos da mulher são direitos humanos” .

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